Cap. 21 – ENTRE NOSSOS DIVAGARES.
Vamos aqui inserir tal sorte de
pensamentos a deixar o leitor extasiados com o livro. Pois de quê é feito um
livro senão de palavras? Sendo este um livro é composto como todos os outros de
palavras, quero neste capítulo executar uma espécie de procedimento proibido em
todos os outros os livros por ordem contundente do autor, e, neste contexto,
quero mostrar-me ao leitor como um escritor bastante peculiar, peculiar talvez
por ser sincero e não por ser extravagante ou exagerado. Pois cá estamos nós em
um capítulo bastante estranho intitulado: Entre nossos divagares. Com palavras
esclarecedoras quero eu dizer de que trata-se isso.
Pois nada mais nada menos que alguns
pensares em relação à arte de escrever, o bom livro sem quaisquer dúvidas é
aquele em que a pessoa que lê fica de certa forma presa à leitura, e assim
sendo não sente o tempo ao redor de si. Pois o bom livro deve ser escrito com
palavras fluentes e originais, há outra característica bastante contundente que
se refere aos livros de primeira ordem, esta que é justamente a não ser um
livro repetitivo, neste aspecto creio eu ser mais fácil criar um romance não
repetitivo que um livro de caráter filosófico não repetitivo. ( Vejam como
exemplo que a expressão não repetitivo já foi proferida tantas vezes que em sua
constância acabou tornando-se repetitiva. )
Vejam bem que o livro agradável de se ler
é aquele que joga com a inteligência do leitor de forma dinâmica, criativa e
acima de tudo complexa ao contrário de piadas supérfluas que dizem ser
engraçadas, mas que são em sua constância destrutivas ou não construtivas. Pois
jogar com a inteligência do leitor não é pegar seu cérebro e entre duas
raquetes e uma rede iniciando um set senão criar situações de certa forma
inusitadas para a razão de forma que esta utilize-se de certo esforço para
acompanhar os pensamentos transmitidos. Peço perdão aos leitores por uma
possível rudeza nas últimas idéias, porém é de suma importância diferenciarmos
o simples do complexo, já foi dito na parte de Palavras do autor que de livros
destes tipos o mundo está cheio, portanto vamos eu e você, apreciado leitor,
entrar nestes pensamentos de forma coerente, nada do que se diz é absoluta
verdade, pois a ciência tal como a filosofia é uma constante busca de
conhecimentos, e os conhecimentos adquiridos hoje serão base para os quê advém
e assim por diante numa infinita sucessão.
Pois tenho eu a sinceridade de afirmar
que buscamos neste livro otimizar da maneira mais perfeita o prazer que deverá
ter você em sua leitura, trata-se este livro como de forma concreta vejo agora,
de uma mescla de tipos de livro, se te parece confusa esta idéia de mescla veja
você mesmo leitor que há uma mistura de contos fantásticos com pensamentos
reais. É interessante notarmos como os fatos apresentados neste como em
qualquer livro são suscetíveis à interpretação do leitor, por isso existe em
português o que se diz como interpretação de texto, e claro que cada aluno irá
escrever em sua prova respostas que são condizentes com os seus níveis de
entendimento e por assim dizer interpretação, vemos que com isso nunca haverá
uma verdade absoluta no que se refere às matérias que não sejam absolutamente
metódicas e minuciosamente dissecadas, vejam como não há mais que um resultado
em estatística, ou matemática. Pois é então mais fácil, por este motivo um
arquiteto concordar com outro que um filósofo entender outro filósofo. Dizemos
isto porque a filosofia é em grande parte sujeita à ação da interpretação, tal
como este livro, que não é livro de exatas tampouco é um livro baseado em uma
perfeita metodologia. Por isso está dito nos primórdios deste ser quase que
vivo que aqui encontra-se em suas mãos ( Mesa ou escrivaninha ) que talvez
minha opinião seja muitas vezes contraditória à sua, se o apreciável leitor não
é dotado de tamanha memória ou crer ser uma façanha impossível recordar-se
desta informação explico-lhe. Pois opiniões divergentes muito serão encontradas
neste livro, jamais em um livro de matemática.
Já tendo explicado este fato quero
também aproveitar a oportunidade para dizer que a linguagem do livro se há
apresentado bastante formal, convenhamos nós que a linguagem esta possui a
vantagem se ser mais precisa, e a possível desvantagem de não ser do apreço do
leitor, isso trata-se porém de gosto, e como dito: - Gosto não se discute.
Não estou num confessionário, mas de
certa forma sinto-me mais aliviado após haver travado tal sorte de conversação
com o leitor, pois este já estando ciente de tamanha sinceridade através dos
dados fornecidos pode contentar-se com o resto da leitura que segue.
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