CAP. 31 - DEFESA À ALMA DO SER HUMANO
Poema dedicado à
natação:
Faz parte de nosso ser
O líquido que nos envolve
O céu, árvores e água
posso ver
A magnitude se
desenvolve
Nossos corpos são
plenos
Corações perseverantes
e fortes
Assim são nossos
planos
As águas são gigantes
Nos desafiam como
pântanos
Com nossas próprias
cercantes
Dores que provocam
prantos
De lagrimas desafiantes
Poema dedicado à
corrida:
Correr é cercar a alma de força
Tresloucar-se num
tempo e espaço
Observar o ritmo da
lembrança
Que absorve o eterno
laço
Das amizades de uma
grande dança
No conjunto do triunfo
de um ser de aço
Para a felicidade e
matança
Dos preceitos errôneos
de um maço
De substâncias fétidas
de essência crassa
Para que não se dê
subterfúgios à um abraço
Vamos fazer uma vaga
andança
Por sendas de
maravilhosos caminhos
Numa carreira de aço,
abraço e força
Me proponho
de bom grado nesta parte do livro a dissertar ao que chamamos de essência da
alma do ser humano. Todos estão, ou deveriam estar em busca de algo, para que a
vida assim tenha um sentido definido e não se fique perdido no mundo por assim
dizer, os caminhos que a vida apresenta são diversos, porém há os que se perdem
e não encontram quaisquer trilhas. O maratonista é por natureza um ser que
busca algo, a maratona per si mostra-se como sendo um caminho, bastante
comprido entretanto o fato que mais deve nos chamar a atenção é que é
itinerário muito bem definido, por esta causa será dito que este facto traz
maior sentido à vida do corredor. A própria palavra “sentido” já implica numa
direção, tudo que têm uma direção é mais facilmente percorrido através de algo
que assemelhe-se com um caminho. Não estamos aqui discorrendo de maneira
figurativa é caminho e traz sentido concreto, o que ideologicamente estrutura a
mente de maneira que esta sinta-se dentro de parâmetros mais abrangentes.
O contexto largo da vida traz muito mais
sentido à esta mesma que simplesmente viver o dia a dia de forma casual e
necessária, se contendo com satisfazer necessidades fisiológicas ou prazerosas
de primeira ordem, assim diz-se que uma universalidade da mente irá repercutir
numa vivência mais completa trazendo assim condições racionais mais complexas.
Mas qual é o verdadeiro caminho da
humanidade? Acaso existe caminho pré-determinado ou que seja mais condizente
com um protótipo favorável? Numa antigüidade remota prevaleciam-se em maior
quantidade os valores sentimentais, é claro que simplificamos demasiadamente o
assunto comparativo no que concerne ao aspecto temporal, mas é comparação
convalidada para diferenciar sentimentos de aspectos de ciência ou sabedoria
que devora a sociedade contemporânea, deixando assim de lado os princípios mais
sutis dos sentimentos.
Incitamos em nossos pensamentos à dizer
que o ser humano em sua naturalidade é bom, e busca o bem, ou então que este
seja um princípio básico que sempre existirá, porém que pode não ser
necessariamente seguido já que o mal existe. Por quê existe o mal? É o mal uma
anormalidade. Poder-se-ia dizer numa hipótese que o mal faz em sua naturalidade
parte do bem, já que pode ser em muitas ocasiões necessário para que o bem
atinja suas maiores e mais refinadas construções. Assim estamos num campo em
que considera-se que o bem é o único princípio existente, já que o mal faz em
sua constância parte do bem. Não iríamos cair neste caso no principio
religioso, já que este pondera que há inferno e céu dando a visão de uma
adversidade existente num mesmo mundo. O mundo não poderia ser composto desta
dual visão, que assim traz duas realidades.
Por certo a realidade do corredor é a de
um ente que busca um caminho, uma trilha ou uma estrada isto é o que mostra sua
personalidade, seu jeito de ser, sua vida. Na vida portanto tal como no esporte
praticado busca-se um caminho, este caminho é bastante comprido, como já
referido, e têm um principio, meio e fim. No que se refere ao ser humano
diremos que há determinada essência comum à todos, esta busca o bem, e por
certo a comunicação, o mal por certo existe como integrante do bem.
A cultura de cada pais traz aspectos que
são pertinentes às suas peculiaridades, isto diferencia as pessoas, porém não
interfere de modo algum no que estamos chamando aqui de alma, que é uma justa
essência que não muda, mas que pode estar encapsulada em formas desagradáveis,
ignominiosas e até terrificantes.
Vamos conversar aqui sobre o bem e o mal,
e à respeito do fato de haver ou não um destino ou caminho correto ou
antecipadamente decidido. Faz parte de nossos divagares defender a essência
humana, assim discorremos aqui sobre o destino, pode ser deveras tragicômico
leitor ou leitora que esteja lendo estas páginas, porém ocorreu que eu mesmo
escrevendo sobre este assunto neste mesmo livro me assustei quando de forma
repentina o computador desligou-se com um raio, perdi grande parte dos escritos
é verdade, mas é verídico que deste extraordinário acontecimento posso com
naturalidade extrair algumas conclusões. Por quê o ser humano ou alguns da
mesma espécie acreditam no que se diz destino? O quê é coincidência?
Foi por suposto uma grande coincidência
que justamente no momento em que era discutido o assunto do destino e da força
que a natureza exerce sobre o homem caísse um raio que destroçasse os
pensamentos da tela, e consequentemente ignorasse tudo o que fora colocado. A
coincidência é, pois, uma união de fatos que se complementam ou se parecem. É
fato que a coincidência nos faz pensar no que se chamaria destino, já que sendo
um fato surpreendentemente extraordinário se torna estranho com características
nada peculiares ao dia a dia, o que poderia ser claramente classificado como
anormal.
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