Cap. 1 – O esforço do corredor
Sinto
aproveitar meu treino quando treino com garra!
O corredor em
seus treinos procura sempre atingir sua melhor performance, principalmente se
este corredor têm esta idéia de forma obstinada ou se é um corredor de elite,
acontece que neste caso uma coisa está relacionada com a outra, pois se o
corredor é de elite ele é uma pessoa com idéia obstinada ou se o contrário
ocorre a pessoa que têm idéias obstinadas de correr têm grande propensão de se
tornar corredora de elite.
É uma questão
de personalidade: Pessoas ferozes irão demonstrar toda esta ferocidade na
corrida, pessoas calmas igualmente demostrarão a tranqüilidade... ocorre que a
corrida possui a capacidade de transformar estes sentimentos em energia, num
dia de tristeza, posso correr e expandir toda minha força interior de forma que
a tristeza, sendo inferior a esta força de vontade que se apodera de min vai
embora, ou simplesmente desintegra-se. Para começar-se a correr deve-se antes
ter a idéia de tal coisa, mas para que se inicie esta idéia deve haver um
estímulo, que pode este ser por exemplo a música das olimpíadas, ou mesmo uma
lembrança, a lembrança de que está no momento de treinar ou de que quero
correr. Isso é evidente, pois todo ato de movimento físico passa antes pelos
processos mentais racionais, ideológicos e funcionais.
É possível que
eu esteja tão triste que não consiga treinar? Qual seria a razão desta
tristeza? Posso eu estar tão sem estímulos a ponto de não poder continuar o
treino? O quê seria um estímulo para completar-se bem um treino?
As respostas
para estas perguntas são coisas que nos ajudariam muito nos treinos. É
perfeitamente possível que um atleta esteja fisicamente perfeito, e a nível de
alimentação muito bem acompanhado, mas este não têm vontade sequer de começar
um determinado treino. Pôr quê isso? Estamos aqui tratando de aspectos
inteiramente mentais? Ou são físicos
mentais ao mesmo tempo? Por quê seriam físicos se este atleta está em
condições físicas perfeitas?
Pode ocorrer
de um atleta começar um treino psicologicamente desestimulado, e no decorrer
deste treino, sem causa aparente, este indivíduo se vê com bastante vontade de
treinar, com isso ele melhora sua performance em 50%. Não há causa aparente
para quem o assiste de fora. E para ele? Saberá ele a causa de sua melhora
impressionante na velocidade? É esta causa física ou veiculada aos processos
mentais? Será física e mental ao mesmo tempo? Quando digo causa física quero
relacionar a toda uma série de relações fisiológicas que ocorrem em nossos
organismos quando corremos. Pois se estou correndo são liberados hormônios e
outras substância em meu sangue, através de glândulas e mesmo em forma de
substratos químicos, e, estas substâncias podem atuar em meu cérebro de forma
que eu me veja mais calmo e menos preocupado com outros problemas que até então
se dominavam minha mente, pois quando estou treinando no mínimo preciso me
concentrar no que estou fazendo, do contrário poderia tropeçar em uma pedra ou
bater com a cabeça em uma árvore. Estes são processos ativados pela mente para
que o corpo se movimente, e que para ela própria possa dominar a ela e ao
corpo. Sabemos também que o corpo também têm os seus fenômenos que podem atuar
na mente no momento da atividade. Estes processos fariam com que a mente
mudasse sua postura e se tornasse a precursora da melhora de vontade e
consequentemente de performance.
A vontade é uma grande fonte de
bom desempenho. Mas a grande pergunta é: De onde pode vir esta vontade? A
verdade é que pode vir de diversas situações, como por exemplo uma pessoa que
está correndo em seu costumeiro treinamento, e em um determinado momento não
sente-se muito bem, parece estar um pouco abatida, tanto fisicamente com seu
fraco desempenho como também em seus pensamentos que são exclusivamente
pessimistas. Pode ocorrer neste caso uma mudança repentina de estado emocional
através de um amigo que grita desesperadamente para que esta pessoa prossiga
seu treinamento com vontade. Instantaneamente o corredor este de nosso exemplo
inicia dentro de suas capacidades físicas uma verdadeira façanha, pois sua
velocidade que era de lerdo para tartaruga passa a ser bastante apreciável.
Ocorreu
portanto um estímulo externo, audível e quase ensurdecedor, que fez com que
nosso colega mudasse não somente sua velocidade, pois isso na verdade é uma
conseqüência de uma mudança a nível cerebral, ou de atitude mental. Vemos com
isso que aquele atleta que têm uma atitude mental positiva é aquele que têm uma
porcentagem maior de chances a se desempenhar com grande desenvoltura em uma
prova ou treinamento. É evidente que nem todos os dias estamos a ponto de bala,
há dias em que estamos tristes por diversos motivos, sejam estes de ordem
profissional, familiar, entre uma infinidade de outras coisas que podem estar
passando em nossas mentes, é estritamente importante frisar aqui que estamos
falando de processos inteiramente mentais, pois meu corpo pode estar
biológicamente respondendo com perfeição, porém se minha mente não têm uma
atitude positiva em relação ao que faço ou ao que m cerca: Quê será então de
meu treinamento? Ou mais importante ainda: Quê será de minha vida? A tristeza
por exemplo... Quê é a tristeza? É um estado emocional, que não necessariamente
seja negativo, mas que pode influir muito em um treinamento, tanto de forma
positiva quanto de forma a atrapalhar o treino, pois deveis estar perguntando
como a tristeza influiria de forma positiva, e vos digo que posso me aproveitar
de uma situação que me provocou tristeza para me congratular com capacidades
que até então ninguém, tampouco eu, sabia que possuía. Vemos isso claramente no
cotidiano, há tantas pessoas que enfrentam as maiores adversidades que a vida
pode trazer, estas pessoas ficam muito tristes em um determinado momento, porém
ocorre que inseridas em um determinado esporte, durante os treinamentos, esta
tristeza pode se transformar em uma espécie de revolta para com o problema que
ocorre, a revolta se transforma então em energia que é dispendida na forma de
movimento. Portanto vemos aqui como os processos mentais influem no desempenho
de um determinado atleta e fazem com que este tenha não somente a vontade de se
sair bem no esporte como também lograr bons resultados na vida.
É falta de
coerência chegar a pensar que somente a tristeza pode vir a trazer benefícios
para o esporte ou para a corrida. Devemos analisar as coisas de forma que
tentemos chegar à uma realidade. Continuando o mesmo tema, é mais que lógica a
teoria de que a tristeza trará maus resultados à corrida, é claro que uma
pessoa que está triste achará a corrida monótona e sempre terá idéias
contrárias ao que chamamos de idéias positivas. Assim sendo esta pessoa estará
disposta a correr mal. Da mesma forma outros sentimentos como alegria ou rancor
estarão influindo em grande porcentagem no desempenho e aproveitamento geral da
corrida, chegamos aqui a uma brilhante conclusão ( Brilhante segundo o autor,
pois os críticos literários e corredores poderão crer uma conclusão enfadonha
dependendo do sentimento e vontade com que lêem este texto ), conclusão esta
que diz que na verdade tudo é bastante volátil, posso eu estar triste e com
isso não conseguir me desempenhar bem na corrida, e outra pessoa também triste
talvez até por um motivo bastante similar se aproveitar desta situação para
criar uma explosão sinergética funcionando como uma grande descarga de origem
mental e com finalização física, e o mesmo ocorrerá com todos os outros
sentimentos. Tudo depende de como trabalhamos nossos sentimentos e não quais
são estes sentimentos.
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